O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Distrito Federal (SindSaúde-DF) realizou uma assembleia no Clube da Saúde, na última quarta-feira (26), e foi bastante pressionado pelos cerca de duzentos participantes presentes no local.
O quórum alcançado foi bastante comemorado pelos dirigentes da entidade, que estão explorando, ao máximo, as imagens do evento. Tal euforia é compreensível, pois, nas tentativas anteriores de conduzir a categoria, foram frustrados com “gatos pingados”, enquanto as reuniões com o Movimento Unificado e o deputado distrital Jorge Vianna arrastavam os servidores da GAPS.
No entanto, após a reunião realizada no dia 12/11, com a interlocução do distrital Vianna, do secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha e da Economia, Daniel Izaias, juntamente com a cúpula do Movimento Unificado, os gestores informaram da total impossibilidade de cumprir o acordo feito com a categoria em fevereiro deste ano, bem como, enviar o Projeto de Lei para garantir o aumento no próximo ano.
Segundo os participantes, representantes do Governo alegaram todas as dificuldades já divulgadas sobre questões com a Lei de Responsabilidade Fiscal, impossibilidade orçamentária, financeira, etc. Finalizaram a reunião, se comprometendo em chamar novamente a categoria para conversar em janeiro ou fevereiro do próximo ano e ver a possibilidade de atendimento do acordo.
Diante disso, os líderes do Movimento Unificado comunicaram a categoria sobre os encaminhamentos do encontro. Jorge Vianna reiterou o apoio e que caminharia junto com o Movimento e os servidores, enquanto houvesse esperança de sucesso.
Na análise de muitos servidores, o SindSaúde aproveitou a frustração da categoria para se lançar como “salvador da pátria” e tentar capitalizar com uma ou duas ações de mobilização, no intuito de gerar imagens positivas, de Liderança entre os servidores, para “se venderem” ao governo e assim, recuperar algum prestígio político.
Antigos delegados e diretores falaram ao blog, em condição de anonimato, que “o ego da presidente Marli Rodrigues (alvo de denúncias e escândalos) se sobrepõe a qualquer interesse coletivo”. Afirmaram também que as atitudes dela não têm apoio unânime no Sindicato, mas que ela segura o cargo com mão de ferro, distribuindo benesses, minando a oposição.
“Sabemos do que a Presidente e seu grupo são capazes pelo poder. Sempre foi assim, deixam a gente sangrar até o desespero e depois, manipulam a gente para mostrar força, sem qualquer compromisso com o resultado! Tudo por holofotes”, lamenta uma fonte em sigilo.
Talvez isso explique a ausência de tantos diretores e delegados sindicais nos eventos da entidade, em especial, na última assembleia. Os que lá estavam formam o staff principal de Marli e de sua rede especial de apoio.
O blog procurou as lideranças do Movimento Unificado e o SINTTASBDF e o SINTTARDF, para saber sobre a mobilização do dia 03/12, convocada pelo SindSaúde, em frente à CLDF.
Os dois sindicatos publicaram notas em suas redes sociais e a ASPSESDF deu o seguinte posicionamento:
“Estamos há três anos nesta luta e, em inúmeras oportunidades percebemos que estávamos sendo sabotados! Nem mesmo o Governo conseguiu explicar o motivo de o aumento não ter sido concedido antes e a proposta oficial só ter sido feita, em fevereiro deste ano. Ou, se fizeram de rogados para não expor acordos contra a GAPS.
O fato é que, durante toda essa caminhada tentamos nos unir para fazermos um enfrentamento mais firme às negativas do Governo. Nosso intuito sempre foi, juntar a credibilidade das lideranças da Associação com a necessária tutela da entidade sindical que representa a maior parte da carreira, já que o SINTTARDF e o SINTTASBDF já atuavam conosco.
Infelizmente, o SindSaúde sempre se esquivou e rechaçou essa união, talvez, por receio de enfrentar o Governo. Frente ao exposto, a ASPSESDF entende que, cumpriu com suas obrigações perante a categoria e que, permanece mobilizada e articulada para continuar as negociações, com o apoio do deputado Jorge Vianna.
A repentina mudança no comportamento da entidade sindical que está convocando a paralisação da GAPS, se deu por pressão dos servidores que exigiram uma postura (mesmo que tardia), uma vez que os diretores sindicais sempre disseram que ‘sem o SINDSAÚDE, nenhum aumento seria dado’!
Esse é o momento deles ‘fazerem a sua obra’ perante a categoria. Ficamos na torcida por bons resultados e que, não usem os servidores apenas para promoção política e pessoal.”
ASPSESDF

O SindSaúde-DF promete parar tudo no dia 03/12. Será algo real ou só cortina de fumaça, considerando que a presidente Marli Rodrigues é filiada ao mesmo partido do governador Ibaneis Rocha.
Ver para crer!
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