O empresário Paulo Octávio e o ex-governador Ibaneis Rocha tem três coisas em comum: são ricos, gostam de política e traíram a governadora Celina Leão.
Ambos declararam publicamente – e por várias vezes -, apoio a Celina mas diante do forte crescimento da governadora, que desde que assumiu o Buriti tem demonstrado coragem, trabalho, seriedade e compromisso com o DF, decidiram apoiar outros candidatos.
Silenciosamente Paulo Octávio acabou por abraçar de vez a candidatura enigmática do ex-governador José Roberto Arruda, enquanto o ex-governador Ibaneis Rocha mostrou que seu candidato será do MDB e o nome é Rafael Prudente, apoiado pelo presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.
Paulo Octávio, que durante os dois governos de Ibaneis manteve contratos milionários de suas empresas com o GDF, conseguiu a façanha de colocar seu filho André Kubitschek no PL (partido que apoia Celina Leão) para disputar uma vaga de deputado distrital, enquanto permaneceu no PSD apoiando um adversário da governadora. É aquela velha máxima: uma vela pra Deus e outra pro diabo.
Na política brasiliense, o amigo de ontem é o adversário de amanhã. E no meio do caminho, o eleitor vai conhecendo o caráter de cada personagem. Por isso uns crescem e outros caem em desgraça.
No fim das contas, historicamente falando, quem tem muito dinheiro só quer mesmo o poder para ganhar mais dinheiro. E eles sabem que não existe nada melhor que usar a máquina pública para isso.
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