Na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, o subsecretário de Convênios e Parcerias, Samuel Barbosa dos Santos Júnior, é apontado por servidores e documentos oficiais como principal articulador da manutenção de contratos e parcerias com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) mesmo diante de sucessivos alertas técnicos, jurídicos e apontamentos dos órgãos de controle.
Mesmo sendo alvo de graves denúncias, ele foi “promovido” na semana passada.
Samuel foi designado pela governadora Celina Leão para exercer a função de Membro Titular do Conselho Fiscal da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde – Fepecs. A informação consta no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).
Auditorias e manifestações técnicas apontaram ausência de critérios técnicos, inexistência de encaminhamento formal para centenas de alunos atendidos, discrepâncias em notas fiscais, descumprimento de metas, ausência de CNES-DF e possível risco de dano ao erário, apontam para a improbidade de Samuel Júnior.
Uma emenda parlamentar de R$ 10,7 milhões do deputado federal Rafael Prudente (MDB) abasteceu o Instituto Elisedape por meio do Termo de Fomento nº 10/2024, destinado ao projeto “Em um Piscar de Olhos”, firmado dentro da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES), em um dos episódios que hoje mais desgastam os bastidores da gestão da Saúde pública no DF.
Ainda assim, a estrutura que abasteceu o Instituto Elisedape continuou funcionando normalmente durante onze meses, inclusive com pagamentos antecipados e sucessivos aditivos contratuais, ignorando recomendações formais do Tribunal de Contas do Distrito Federal e alertas produzidos pelo próprio corpo jurídico da Secretaria de Saúde do DF.
E fica a pergunta: diante de tamanho escândalo, quem é o padrinho político de Samuel Júnior? Por quê ele ainda não foi exemplarmente exonerado?
Investigações prosseguem. Novo escândalo a seguir?
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