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Pochettino minimiza ‘maldição’ dos EUA contra seleções europeias

O técnico da seleção dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, minimizou a “maldição” de sua equipe contra adversários europeus, classificando-a como uma “coincidência” antes da partida da fase de 16-avos contra a Bósnia, nesta quarta-feira (1º), em Santa Clara, perto de São Francisco, na Califórnia.

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Os Estados Unidos perderam seus últimos 10 jogos consecutivos contra seleções europeias, uma sequência negativa que já dura cinco anos.

Ainda assim, os coanfitriões do torneio entram no duelo dos 16-avos contra a Bósnia como favoritos.

Pochettino, que jogou e treinou na Espanha, na França e na Inglaterra durante décadas antes de assumir o comando da seleção dos EUA em 2024, negou que sua equipe tenha qualquer problema específico com o estilo de jogo europeu.

“Acho que não. Pode ser apenas uma coincidência”, disse ele em uma coletiva de imprensa em São Francisco.

“Amanhã (quarta-feira), temos uma boa oportunidade de desafiar a história, não apenas contra a Bósnia e Herzegovina, mas contra os últimos cinco anos”, acrescentou.

“Muito bem, mais um desafio. Temos mais um desafio”, observou o técnico argentino.

A última vitória dos Estados Unidos sobre um adversário europeu remonta a um amistoso de 2021 contra a Irlanda do Norte.

Desde o empate em 0 a 0 com a Inglaterra na última Copa do Mundo, os Estados Unidos perderam para Países Baixos, Sérvia, Eslovênia, Suíça, Bélgica e Portugal, além de sofrerem duas derrotas para a Alemanha e duas para a Turquia.

Muitas dessas derrotas ocorreram contra seleções de elite, já que os Estados Unidos, classificados automaticamente por serem um dos países-sede da Copa do Mundo, optaram por uma estratégia de disputar amistosos contra adversários de alto nível.

A preparação parece ter rendido frutos até agora. Os anfitriões tiveram um início avassalador no torneio, com vitórias contundentes sobre Paraguai e Austrália, antes de perderem a última partida da fase de grupos, que não valia mais nada, para a Turquia, atuando com uma escalação bastante modificada.

Os Estados Unidos também ganharam um reforço com o retorno em plena forma física do astro do ataque Christian Pulisic, que saiu do banco de reservas contra a Turquia na semana passada e está à disposição para começar a partida como titular.

A seleção ocupa a 46ª posição, à frente da Bósnia, no ranking mais recente da Fifa. Os bósnios chegaram à fase de mata-mata da Copa do Mundo pela primeira vez em sua história ao terminarem em terceiro lugar no Grupo B, após vencerem o Catar.

No entanto, Pochettino descartou a ideia de que sua equipe esteja sob pressão para vencer: “Antes de tudo, não acho que sejamos os favoritos. Temos de ter cuidado ao dizer: ‘Certo, um time é o favorito e o outro não’”, observando as eliminações de Alemanha e Países Baixos para adversários com classificação inferior (Paraguai e Marrocos) e a vitória apertada do Brasil sobre o Japão.

“Entendo que, talvez por sermos os Estados Unidos e sediarmos a Copa do Mundo, provavelmente tenhamos a torcida a nosso favor… mas devemos mostrar respeito absoluto” pela Bósnia, acrescentou Pochettino.

O técnico da Bósnia, Sergej Barbarez, tem uma visão diferente sobre as expectativas para a partida: “É claro que eles são os favoritos”, afirmou em entrevista coletiva.

“A posição deles no ranking, o fato de jogarem em casa… os grandes nomes do elenco. Sem dúvida. Nunca tivemos problemas em assumir o papel de azarão”, acrescentou.

*Com conteúdo da AFP

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